Câmara de Leiria aponta para mais de 200 clientes sem eletricidade no concelho
"A informação que temos é contraditória, porque dentro do universo da EDP há quem diga que já está tudo reposto, informação que vinda também do mesmo grupo falam-nos em 218 contadores não energizados", afirma o autarca de Leiria.
Mais de duas centenas de clientes permaneciam, esta quinta-feira, sem abastecimento de energia elétrica no concelho de Leiria. Balanço avançado pelo presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, no dia em que a EDP, grupo integrado na E-Redes, anunciou a reposição a 100 por cento dos clientes afetados pelas intempéries.
"A informação que temos é contraditória, porque dentro do universo da EDP há quem diga que já está tudo reposto, informação que vinda também do mesmo grupo falam-nos em 218 contadores não energizados", sublinhou o autarca da cidade do Lis, em declarações à agência Lusa.
Questionado pela Lusa sobre os contactos com o presidente da E-Redes, o presidente da Câmara Municipa de Leiria revelou que não fala com José Ferrari Careto "há mais de uma semana".
Gonçalo Lopes disse ainda ter solicitado uma reunião a Ferrari Careto após ter ficado ao corrente de que Leiria seria "dos últimos concelhos" a ver a eletricidade reposta.
"Propus-lhe um plano tático para que este processo fosse mais rápido, com uma gestão mais eficiente dos geradores, a sua mobilidade, o desenvolvimento de um plano que chamei de Plano da Ação Norte do Concelho, uma vez que era o sítio mais afetado, a necessidade de existir uma linha de comunicação melhor para os casos daquilo que chamávamos de linhas injustas", indicou.
A E-Redes revelou à RTP que a recuperação do fornecimento de energia no decurso da Depressão Kristin "está praticamente concluída, persistindo apenas alguns casos mais pontuais, que continuam a ser resolvidos" e avança que é preciso agora consolidar o trabalho, passando de "reparações mais provisórias a definitivas”.
Por seu turno, a EDP avaliou em cerca de 80 milhões de euros os impactos associados às intempéries, incluindo danos nas redes e em ativos de geração, a somar aos custos operacionais. O impacto adicional será atualizado no primeiro trimestre.
c/ Lusa